quinta-feira, 1 de julho de 2010

Comunicado da Organização do CFCF

A pedido da Organização, coloco aqui o comunicado enviado hoje a todos os clubes.

F E D E R A Ç Ã O
DAS COLECTIVIDADES
DO DISTRITO DO PORTO

INFORMAÇÃO / CIRCULAR
Felgueiras, 28 de Junho de 2010

Chegou ao fim o 4º Campeonato de Futebol concelho de Felgueiras.
Venceu, pela segunda vez consecutiva, o Sousa. Parabéns ao vencedor e parabéns a todas as outras equipas que tornaram possível esta “vitória”, que é a vitória do desporto na sua vertente mais pura, em que todos os seus intervenientes são amadores, sem qualquer interesse de índole comercial ou financeiro, sobressaindo apenas a competição, aguerrida é certo, mas acima de tudo, sadia.
Como em todos os torneios, seja em que desporto for, houve momentos altos, momentos bons, mas também houve episódios menos próprios, alguns tristes, outros que pouco ou nada dignificam o desporto. Como episódios positivos, temos a disputa até final do primeiro lugar, e outros lugares cimeiros, o que valoriza sempre uma competição. Registamos também com muito agrado a afluência, cada vez maior, de adeptos aos campos de jogos, o que mostra que esta iniciativa, este ano ainda mais apoiada pela Autarquia, valeu a pena e traz promessas da organização de um 5º Campeonato, que esperamos decorra ainda melhor que o agora findo. Ainda como positiva a nota de que em vários jogos não se verificou a amostragem de qualquer cartão, o que demonstra a correcção e o desportivismo de todos os seus intervenientes.
Como notas negativas, verificou-se a agressividade fora do normal num ou noutro jogo, com agressões entre atletas, de atletas ou elementos do público a elementos da equipa de arbitragem, e duas ou três invasões de campo. Os prevaricadores, tanto atletas como dirigentes, foram severamente punidos, alguns que vão com suspensões de alguns jogos, a dois ou três torneios. Por esses motivos, houve também
suspensão de jogos em recintos dos prevaricadores. A Organização, cumprindo os regulamentos por todos
aceites, teve que ser rigorosa na aplicação desses castigos, atenta a que não podia condescender, tendo em
atenção principalmente o facto de não haver segurança pública nos recintos.
Lamentamos também a desistência de duas equipas. Se a desistência do Vila Verde poderemos compreendê-la, já que não dispunha de recinto próprio, e começou a ter dificuldades no recrutamento de atletas, já a desistência do Lagares, a partir da 28ª jornada (quase no fim), não é compreensível. Equipa considerada das “maiores” do campeonato, tendo até ganho o 2º Campeonato, que arrasta sempre “multidões” aos campos, claro que faz falta. Não compreendemos a sua atitude, até porque não percebemos os seus argumentos. Não houve mudança nos regulamentos, como dizem, houve sim uma interpretação diferente, que foi dar ao mesmo (inscrição de jogadores) e que foi aceite por todos aquando da apresentação do campeonato. Não percebemos que o copo fosse enchendo com os castigos que foram aplicados ao longo do campeonato, castigos esses de somenos importância, análogos a todas as equipas em competição – os derivados normalmente dos cartões amarelos ou vermelhos – com mais ou menos gravidade (até à 28ºjornada tinham sido castigados com 5 vermelhos directos com 2 jogos de suspensão, 1 vermelho directo com 5 jogos e 1 vermelho directo com 3 jogos, sendo que estes 2 últimos disseram respeito ao mesmo atleta). Se assim fosse, o copo dos outros também em pouco tempo estaria a transbordar. O transbordo deu-se, segundo relatam, aquando do jogo com o Torrados. Castigos a jogadores, relatos falsos, não vemos nisso a tão grande importância que lhe deram, até porque os castigos a jogadores foram normais – de um a quatro jogos. Apenas um dirigente sofreu dez jogos, o que não impedia que a equipa continuasse a jogar. O direito a defesa, só nos casos graves é que era possível e justificável aplicar, motivo porque não consideramos este caso como grave, não obstante a equipa de arbitragem ter dito que foi “sequestrada” vários minutos nos balneários. Dizem ter sido apenas 2 minutos. Talvez nem muitos nem poucos minutos, mas foi sempre um “sequestro”. Durante esse espaço de tempo, houve ameaças, passividade por parte dos dirigentes, deixando os árbitros à mercê de um ou outro adepto mais exaltado. O delegado, como primeiro responsável, tinha que sofrer a necessária sanção. Será isto razão para abandonar a competição? Mesmo que achassem exagero por parte de quem tem que decidir, que decide perante os factos que lhe são apresentados, que, embora não devesse ser normal, mas é humano, quase nunca coincide com os factos apresentados pelos réus – se assim não fosse não havia necessidade de haver tribunais, juízes, advogados, etc! Será que tiveram, com esta atitude, em linha de conta de que uma organização destas dá muito trabalho, trabalho esse também feito por amadores – sujeitos portanto ainda a maiores erros, com enormes limitações – que houve despesas e não poucas por parte da Câmara – exames médicos, seguros, etc, e entenderão ainda de que isto não terá repercussões no futuro? Será que tiveram em linha de conta o bairrismo, o amor ao clube dos seus apoiantes, e não são assim tão poucos, que deixaram de ter motivos para continuarem a seguir os seus, para os apoiarem, gritarem com alegria as suas vitórias e sofrer em conjunto com as suas derrotas?
Esta atitude leva-nos a pensar que o Lagares, como grande equipa que é, a partir do momento que viu que já não era possível chegar ao título, arranjou esta desculpa para anunciar a sua desistência, atribuindo toda a responsabilidade à organização, que mais uma vez lembramos é composta também só por amadores, que têm a sua vida profissional e familiar como qualquer outro, e como amadores que são podem também cometer erros e temos consciência que também os cometemos, mas essa mesma consciência diz-nos que foram erros com pouca ou nenhuma gravidade, com pouco ou nenhum prejuízo para as equipas e acima de tudo “sem intenção” de ferir seja quem for.
Tal e qual as grandes equipas que quando ganham são as maiores, são as melhores, e que o mérito é só seu, e que quando perdem a culpa nunca é sua, nunca é seu demérito, muito menos mérito do adversário, mas sim é culpa sempre do sistema, dos árbitros, de quem manda, de quem tem que aplicar os regulamentos, assim o Lagares, como grande equipa que é, ou pensa que é, entendeu justificar com os mesmos argumentos a sua prestação.
Lamentamos ter de dar este realce ao comunicado que justificou a desistência do Lagares. É que nos sentimos atacados injustamente no seu comunicado público, como razão e culpados pela sua desistência, e não podíamos deixar de “invocando o direito de resposta” e apenas no fim do campeonato, de manifestar o nosso ponto de vista.
Vamos agora à Taça. E temos realmente taça, já que as melhores equipas – entendendo as que já ganharam campeonatos – já foram afastadas. Esperemos que seja uma grande festa, que tudo decorra como até agora dentro do normal, e como festa que tudo termine em beleza.
Parabéns e um grande “Bem Haja” a todos quantos tornaram possível mais este campeonato – atletas, dirigentes, árbitros, organização – Câmara e Federação.

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